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domingo, 24 de junho de 2012

Donas Amélias

Por razões profissionais tenho-me deslocado com frequência à Ilha Terceira, nos Açores. E redescobri um Portugal que pensei já não existir. Principalmente pessoas maravilhosas, com saberes ancestrais que os guardam naturalmente, como as suas mães e avós fizeram e se orgulham de os poder ensinar. Mas isso é uma história para outra altura.

A comida em geral e os doces em particular, são uma perdição e fazem com que, mal regressada a casa, começo logo a fazer dieta, para recuperar.

Para o almoço de domingo resolvi fazer as célebres Donas Amélias, uma espécie de queijadinhas inventadas por senhoras terceirenses aquando de uma visita da Rainha D. Amélia à ilha em 1901.

Consultei várias receitas e acabei por me decidir por uma velha receita da Tele-Culinária que me pareceu a melhor e não me enganei. As porções são razoáveis e a confeção fácil. E não precisei de usar a colher de pau, como parece rezar a lenda.



Ingredientes:

4 ovos

250g de açúcar

2 colheres de sopa de manteiga derretida

1 colher de chá de canela

1 colher de café de nós moscada

1 pitada de sal

2 colheres de sopa de mel

100g de farinha de milho

2 colheres de sopa de corintos (não pus porque cá em casa não gostam)

Açúcar pilé para polvilhar


Preparação:

Untam-se formas de queques e liga-se o forno a 200º. Num recipiente juntam-se as gemas, o açúcar, a manteiga derretida, a canela, a noz-moscada, a pitada de sal e o mel e batem-se muito bem com a batedeira elétrica durante 2 a 3 minutos. Junta-se a farinha e bate-se bem. Por fim batem-se as claras em castelo e misturam-se muito bem ao preparado, batendo muito bem, novamente, até fazer bolhas.

Enchem-se as forminhas e leva-se ao forno alto durante 20 a 25 minutos, na parte mais acima do forno, para não queimar.

Polvilham-se com açúcar pilé e põem-se dentro de forminhas de papel.





sexta-feira, 6 de abril de 2012

FELIZES PÁSCOAS

As Páscoas da minha infância têm três ingredientes: pão de ló, vinho do Porto e nozes.
A nossa casa era a última a ser visitada pelo compasso, geralmente ao fim da manhã do domingo de Páscoa. Punhamo-nos todos em fila, na sala de visitas, à frente do piano e um a um era-nos dado a beijar a cruz.

Após este ritual voltávamos às brincadeiras e o meu avô ia para o escritório com o padre, onde, em cima da escrivaninha, estava uma bandeja com fatias de pão de ló, nozes e cálices de vinho do Porto.

Este doce era feito na Páscoa pela minha avó e podia chamar-se PÁSCOAS FELIZES


Ingredientes:


Pão de ló

Vinho do Porto

Doce de ovos
Nozes


Preparação:


Cortam-se fatias de pão de ló que se dispõem numa taça, ou num prato fundo. Regam-se as fatias, generosamente, com vinho do Porto. Cobrem-se com doce de ovos e salpicam-se com nozes. Podem-se fazer as camadas que se quiserem.
Come-se com moderação.

Felizes Páscoas.

sábado, 26 de março de 2011

Pudim Flan



Este pudim flan é o que se faz em minha casa. Em 3 tempos, rápido e infalível.


Ingredientes:

6 ovos
A mesma medida de açúcar
A mesma medida de leite

Preparação:

Batem-se os ovos com o açúcar e junta-se o leite. Carameliza-se uma forma com tampa e deita-se o preparado na forma. Põe-se a forma dentro de uma panela de pressão com pouco mais de um dedo de água. O pudim coze 20 minutos na panela de pressão. Deixa-se arrefecer e desenforma-se.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bombons de limão

A propósito do dia de S. Valentim, esta receita de bombons parece-me apropriada: doces com um pequeno travo a limão, para não enjoar. Também ficariam bons com uma cobertura de chocolate preto. A receita é da revista Bimby de Fevereiro de 2011.

Ingredientes:

30 g de bolacha Maria
Casca de 1 limão, só a parte amarela
200 g de chocolate branco
30 g de natas

Preparação:

Coloca-se no copo da Bimby a bolacha e a casca de limão e programa-se 10seg., Vel. 6. Retira-se e reserva-se.
Coloca-se o chocolate no copo e dão-se 2 golpes de turbo. Depois rala-se 5seg., Vel.9. Juntam-se as natas e programa-se 3min., Temp. 70º, Vel. 2. Adiciona-se a bolacha reservada e mistura-se 5seg. Vel. 4.
Enchem-se forminhas de silicone que se põem no frigorífico a solidificar. Comem-se com moderação.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Arroz doce na Bimby


De todos os doces portugueses o arroz doce é, a par com os pastéis de nata, o mais conhecido internacionalmente.
Portuguese rice pudding é o nome pelo qual, geralmente é conhecido no estrangeiro, e penso que com toda a razão, pois deve ser a soft sweet mixture: cremoso sem ser líquido, e consistente sem ser duro.
O arroz doce faz parte de todas as mesas nos dias de festa e cada família tem a sua receita. Na maior parte delas o arroz é previamente cozido em água e só depois se junta o leite. Em minha casa o arroz doce fez-se sempre cozendo logo o arroz no leite. Na Bimby também e escusado será dizer que nunca mais fiz o arroz doce sem ser na Bimby. Fica perfeito.
E quando levo a colher à boca e sinto o creme, um leve sabor a limão, a textura do arroz, o doce cortado com a canela, se fechar os olhos tenho 4 anos, estou na T., na sala ao lado da cozinha, sentada à mesa a comer o doce ainda morno, em frente à janela que dá para o pátio, o meu avô está a chegar a cavalo, e a minha avó diz-me, enquanto tira o avental de peito: Despacha-te que não quero que o avô saiba que te estou a dar o doce antes do almoço.

Livro base, pag. 108

Ingredientes:

1 l. de leite
130 g de arroz (uso agulha)
1 casca de limão
1 pau de canela
1 pitada de sal
150 g de açúcar
4 gemas de ovo

Preparação:

Colocam-se no copo todos os ingredientes, excepto o açúcar e os ovos. Programa-se 50 min., Temp. 90º, Vel. Colher inversa. Quando terminar desfazem-se as gemas num pouco de leite que se tira do copo, Junta-se o açúcar e as gemas com cuidado para não cozerem. Programa-se mais 10 minutos à mesma temperatura e velocidade. Deita-se em taças pequenas ou em travessas. Deixa-se arrefecer e polvilha-se com canela ou fazem-se desenhos e escrevem-se mensagens.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bolachinhas de chocolate com aroma de laranja


Estas são daquelas bolachas caseiras de comer e chorar por mais. Podem fazer-se só de chocolate ou como estas com um leve aroma de laranja. Deliciosas. E na Bimby não há como correr mal: em dois minutos está a massa feita e é só colocar no forno e esperar. Esta parte é difícil, mas o aroma que vem do forno e lentamente invade o espaço faz também parte do prazer.
A receita está no livro base da Bimby, página 100.

Ingredientes:

100g de chocolate
250g de farinha
100g de açúcar
100g de manteiga
1 ovo
1 colher de chá de fermento
Casca de laranja

Preparação:

Pulveriza-se o chocolate com a casca de laranja na Vel. 9. Adicionam-se os restantes ingredientes e programa-se 25 Seg. Vel. 6.
Fazem-se bolinhas do tamanho de nozes e colocam-se num tabuleiro forrado com papel vegetal. Achatam-se ligeiramente para ficarem com a forma de bolachas. Vai ao forno a 180º, cerca de 20 minutos. Não as deixe cozer muito, ficam melhores.

sábado, 14 de março de 2009

Doce de amoras silvestres

Porque hoje esteve um dia que já fez sonhar com o Verão, vou deixar aqui um doce feito pela minha sobrinha Margarida com amoras colhidas no quintal no Verão passado e que eu já lhe tinha prometido postar.

Ingredientes:


1 kg de amoras silvestres
600 g de açúcar (se amoras forem doces e bem maduras como as do nosso quintal bastam 500g)
sumo de 1 limão

Preparação:

Lave bem as amoras mas com cuidado, escorra-as. Do kilo retiram-se 600g que se passam pelo passe-vite. Ferve-se o sumo das amoras com açúcar e o sumo de limão.
Após 5 minutos juntam-se as restantes 400g inteiras e deixa-se cozinhar, lentamente, até fazer ponto...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Rabanadas


O doce que associamos imediatamente ao Natal são as rabanadas. Fatias de pão mergulhadas em leite e ovos que são fritas até ficarem loiras e depois passadas por uma mistura de açúcar e canela.
As rabanadas deste Natal foram estas. Normalmente faço-as em pão de forma de padaria, cortado em fatias grossas. Este ano, quando fui às compras para o Natal com o meu irmão, já não havia e trouxe pão de cacete. Não houve reclamações.
Servem as rabanadas de pretexto para desejar a todos os visitantes deste blog umas Festas Felizes.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Panquecas ou pancakes

Depois de uma semana cheia de almoços e jantares de natal, das festas de natal dos colégios, dos últimos testes e das notas, começaram as férias. E num domingo, arrastando-se pela casa sem nenhuma obrigação, vêm as ideias: e se nos fizesses umas panquecas?
A minha receita de panquecas baseia-se numa receita da sempre infalível Maria de Lourdes Modesto e acho que ficam perfeitas: a massa leve, o doce q.b., a textura macia. O meu filho prefere-as simples, acompanhado de um batido de chocolate. A minha filha, claro que se eu deixar, cobertas de chocolate. Para mim, com uma colher de mel. Mas fica igualmente bom com uma qualquer boa compota.


Ingredientes:


2 ovos

3 colheres de sopa de manteiga (40g)

2 dl de leite

150g de farinha com fermento

1 colher de chá de fermento royal

3 colheres de sopa de açúcar


Preparação:


Derrete-se a manteiga no micro-ondas e mistura-se com o leite e os ovos. Noutra tigela peneiram-se a farinha, o açúcar e o fermento. Juntam-se os dois preparados, sem bater e deixa-se descansar a massa. Dá-se mais uma volta à massa para que fique homogénea.

Unta-se uma frigideira anti-aderente com manteiga e vão-se deitando colheradas, de forma a cobrir o fundo da frigideira. Deixa-se cozer de um lado e vira-se com a ajuda de duas facas ou, quando já se tem alguma experiência, assim:















sábado, 6 de dezembro de 2008

Torta de ovos do meu irmão Tózé


Como já devem ter percebido tenho uma maior apetência por fazer doces. Sempre que a família se reúne já se sabe que os doces ficam por minha conta. E vou satisfazendo os pedidos. Até que chega uma altura em que o meu irmão Tózé diz invariavelmente alguma coisa parecida com isto: antigamente a minha irmã fazia um doce que eu gostava muito, assim, uma espécie de rolo, uma torta... Um doce muito bom, mas para aí há uns vinte anos ou mais que não como isso...
Esse doce é esta torta de ovos que não tem nada que saber:
Pesam-se os ovos, junta-se a mesma quantidade de açúcar e raspa de casca de limão. Não é preciso bater. Unta-se um tabuleiro com manteiga. Pode forrar-se com baking paper para melhor desenformar. Deita-se o doce no tabuleiro e por cima põem-se umas pequenas nozes de manteiga e vai ao forno até solidificar. Desenforma-se e enrola-se, coloca-se na travessa e por cima deita-se açúcar.

domingo, 16 de novembro de 2008

Mousse de dois chocolates



Parece que os primeiros a cultivar e utilizar o cacaueiro foram os Maias, mas o primeiro europeu que o conheceu foi Cristóvão Colombo. Apenas podemos imaginar o que ele sentiu ao provar esta iguaria, numa época em que os sabores não seriam tão variados como hoje.
Dos doces que têm por ingrediente principal o chocolate, a mousse de chocolate deve ser o mais consensual. A sua textura dever ser cremosa, consistente, mas a derreter-se na boca.
A mousse que faço é receita da minha mãe e o segredo, diz ela, é bater muito bem o creme, na altura em que se mistura o chocolate ao creme de ovos e açúcar, para não doçurar (tenho horror à sensação de se meter a colher na taça de mousse e encontrar aquele líquido no fundo...). Depois é juntar as claras em castelo com muito cuidado, deitar o doce numa taça ou taças e levar ao frigorífico, de preferência de um dia para o outro.
Esta receita é de dois chocolates, mas com a variedade de chocolates que hoje há, pode fazer-se de muito mais sabores.

Ingredientes:


Para a mousse de chocolate preto:
125 g de chocolate preto
4 ovos
4 colheres de sopa de açúcar
1 colher e meia de sopa de manteiga

Para a mousse de chocolate branco:


100 g de chocolate branco
3 ovos
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de manteiga
raspas de chocolate de leite


Preparação:


Derrete-se o chocolate com a manteiga no micro-ondas. Batem-se as gemas com o açúcar até formar um creme esbranquiçado e dobrar de volume. Juntar a este creme a mistura de chocolate e manteiga e bater muito bem com a batedeira eléctrica. Bater as claras em castelo e juntar com cuidado à mistura de chocolate, envolvendo de forma a não abater. Vai ao frigorífico, de preferência de um dia para o outro.

sábado, 11 de outubro de 2008

Geleia de marmelo




Quando fiz a marmelada fiz também geleia de marmelo, na Bimby. Aproveitam-se as cascas e as pevides que não se usaram na marmelada.
Coloca-se tudo no copo da Bimby, cobre-se com água e programa-se 15min., Temp. 100º, Vel. 1. Coa-se por um passador e pesa-se o líquido que ficou.
Junta-se igual peso de açúcar e programa-se 30min., Temp. Varoma, Vel. 1.
Um dos sabores da minha infância é a geleia que se comia por cima do requeijão. Esta já foi comida com queijo fresco e barrou um pão de cereais que também fiz.

domingo, 5 de outubro de 2008

Marmelada


Estava ansiosa que chegasse a época da marmelada para a testar na Bimby e mais uma vez só posso dizer que é quase mágico: em 30 minutos está a marmelada feita e perfeita.
A receita está na página 98 do livro de receitas base.

Ingredientes:


800g de marmelos com a casca mas sem caroços
1 limão descascado e sem caroços
800g de açúcar

Preparação:

Tritura-se tudo na Bimby durante 30 seg. Vel.9. Programa-se 30 min. Temp. 100º, Vel. 3. Deita-se em taças e deixa-se arrefecer.


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Doce de abóbora com nozes


Foi a primeira vez que fiz doce na Bimby e resultou plenamente: menos tempo, sem "chiqueiro", nem pingos por todo o lado, sem me queimar.

A abóbora era destas. Descasquei e cortei em quadradinhos cerca de 1 quilo. Coloquei metade no copo da Bimby juntamente com um pouco menos da quantidade de açúcar e um limão descascado, sem peles nem caroços. Triturei 10 seg. na Vel 5 e juntei a restante abóbora. Programei 30 min., Tem. 100º, Vel. 1. Ao fim deste tempo, ainda estava um pouco líquido e programei 5 min. Tem. Varoma.
Juntei nozes a gosto e programei mais 5 min. Tem. Varoma.
Coloquei em frascos e acho que não vai durar muito.
Ficou realmente delicioso.